sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Colonialismo mental e anarquia inovadora

Na entrevista que vi do filósofo brasileiro, Roberto Mangabeira Unger, professor de Harvard, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi: ”não sairemos desta crise econômica e social baseado no trabalho desqualificado e barato”. Claramente se percebe o confronto com entre o discurso e a prática golpista do governo golpista atual e o que o filósofo propõe. Todas as decisões tomadas atualmente seguem a trilha de um trabalho barato, desqualificado e desregulamentado, cada vez mais baseada em um ensino meramente analítico. De acordo com o filósofo, a saída para a sinuca de bico educacional que nos metemos é a prática do vanguardismo includente, baseado na Economia do conhecimento que deve ser radicalmente inovadora experimentalista. Para ele, o Brasil precisa superar o mal do “colonialismo mental” e fazer valer a “anarquia inovadora” do País. A conferir!

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Agora eu entendo Belchior

Terminei a leitura de “Apenas um rapaz Latino-americano”, de Jotabê Medeiros, a biografia de Antônio Carlos Belchior, o Belchior, de um fôlego só. Arredio ou louco, sabe-se lá o quê, ele viveu os últimos dias “brincando de gato-e-rato” com os jornalistas. No fundo, lutando contra os padrões estabelecidos para celebridades como ele. Hoje de madrugada, ao chegar em um hotel, em Belém, o recepcionista exigiu que eu preenchesse o meu “endereço fixo”, sob pena de não me hospedar. A primeira coisa que pensei foi: ”agora eu entendo Belchior”. Redistribuído para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) cheguei em Porto Seguro no dia 10. Desde então, fiquei dois dias em Porto, dois dias em Teixeira de Freitas e três dias em Ilhéus. Logo, não tenho endereço fixo. E gostei tanto que nem pretendo tê-lo até o final do ano. Mas, o sistema não me permite ter endereço fixo. Descanse em paz, Belchior!


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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A dificuldade do agir ecossistêmico

O agir ecossistêmico, baseado no aporte teórico-metodológico que propusemos, a epistemologia ecossistêmica e a cartografia do acaso, de tão simples, complexifica-se. A aplicação da Teoria da Complexidade, de Edgar Morin, temperada com pitadas de Fritjof Capra e Maturana e Varela; ganhou mais sabor com gotas do perspectivismo ameríndio de Viveiros de Castro. Na prática, rompe-se com a visão tradicional de que existe um distanciamento entre sujeito-objeto de pesquisa e parte-se para a ousadia de não se querer mais admitir tal distanciamento. Ao contrário, como defende Maria Luíza Cardinale Baptista, há “paixão-pesquisa”. Logo, para haver paixão-pesquisa, é necessário haver envolvimento. Portanto, entre sujeitos da pesquisa, numa autopoiese prigogineana. Como resultado, pensar ecossistemicamente já não é fácil. O agir ecossistêmico, então, depende de uma libertação quase completa dos modelos mentais tradicionais, sem negar, é claro, a contribuição da Ciência tradicional para o avanço do pensamento científico. Um desafio e tanto: aceito por uns e rejeitado por muitos.


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