domingo, 24 de setembro de 2017

Temos identidade planetária

Identidade é um dos conceitos mais perigosos que temos. Ainda mais quando se trata de identidade ligada à toponímia, pois, nos encrusta aos lugares que nascemos ou estamos. Identidade que leva ao fundamentalismo é burra porque isola. O local de nascimento não passa do lugar no qual estava a nossa mãe. Nossa mãe-maior, no entanto, é a Terra. Cuidar de Gaia é nosso dever. E precisamos ensinar isso aos nossos filhos, netos. Discriminar pessoas em função do local de nascimento é tão imbecil quando fazê-lo em função do gênero, da religião e quetais. E se vida existisse em outros planetas e pudéssemos transitar entre eles? Limites físicos aguçam nossos limites mentais. Você é o que a tua mente te deixa ser. Porém, quem estabelece os limites da mente é você. Liberte-se! Ainda há tempo de olhar a Terra como o nosso lugar!


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sábado, 23 de setembro de 2017

Um cristo para salva os inócuos pecadores

Culturalmente, ao que parece, talvez como uma perniciosa herança judaico-cristã, fomos criados para ter um cristo a salvar os inócuos pecadores. Talvez, por isso, jamais reconheçamos o trabalho de quem nos dá autonomia, base do princípio das universidades públicas brasileiras. Acontece que, a autonomia, como bem prega, inclusive a Bíblia, parte do pressuposto de que, com a corda nas mãos, no limite, posso até me enforcar. Depois que você põe a corda no pescoço, espera que o cristo apareça e te salve. Na prática, não funciona assim: quando você tem autonomia de tomar decisões, é totalmente responsável pelos erros e acertas. Se você é alertado que está na beira do precipício, mas, ainda assim, insiste em ficar ali. Mais que isso, em dar passos para a frente, “então morra”. Esse é o preço da autonomia!


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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O desastre é na perspectiva do olhar

Sobre as notas divulgadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) dos programas de Pós-graduação, principalmente os da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), li absurdos que só se explicam pela falta de conhecimento a respeito do assunto. A primeira delas é comparar a UFAM com as demais IES da cidade. A UFAM, antes da divulgação das notas, possuía 41 Programas. Nenhuma outra tem mais de 20. Todas, possuem um caminhão de programas com a nota 3, a mínima exigida para o funcionamento de um programa no País. Abaixo desta nota nenhum programa é financiado ou autorizado a funcionar pela CAPES. Significa que as IES não podem abrir Programas de Pós-graduação?  Não. Todas as IES brasileiras possuem autonomia acadêmica e didático-pedagógica. Há, porém, um pacto de se incluir nos Regimentos das Pós-graduações das IES que só programas recomendados pela CAPES podem funcionar. Cada instituição possui realidades internas diferentes. Há assimetrias entre estados da própria região que não são levadas em conta em um processo de avaliação deste tipo. É uma avaliação baseada em critérios técnicos determinados por pessoas das próprias áreas do conhecimento. Logo, quem aceita participar do jogo, assume, tacitamente, o compromisso de aceitar as regras. Não cabe, portanto, contestar, depois de o processo encerrado, as regras. Todos os envolvidos sabiam delas. Desastre, portanto, não é o desempenho desta ou daquela IES. Desastre é o corte brutal de investimentos em Ciência e Tecnologia ocorrido. E que, certamente, afeta profundamente quem tem menor nota. O jogo é este! O que dele advém, para o bem e para o mal, depende de como se olha. A UFAM, por exemplo, possui 17 programas notas 3. Onze deles “se salvaram” num esforço hercúleo institucional e do coletivo de cada programa. Muitos ficam pelo caminho: é a lei da selva acadêmica. Alguns se fortalecem e ressurgem das cinzas. Outros, desaparecem e retornam remodelados. Há, ainda, aqueles que “pedem reconsideração” e conseguem esclarecer pontos que não puderam ser esclarecidos durante o processo de avaliação. Ninguém salva ninguém nesta selva. O sucesso e o fracasso são coletivos. E são parte da mesma moeda.


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