sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Denúncias estarrecedoras nos ensinam


Denúncias estarrecedoras como a que envolve um desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM) destroçam famílias, pessoas e entidades. Verdadeira ou não, as pessoas nunca mais serão as mesmas após uma denúncia destas. Neta, avô e a própria instituição do poder judiciário saem chamuscadas de um episódio destes. Como em tudo na vida, há algo de positivo. Pelo menos temporariamente: todos os veículos de mídia razoavelmente sérios demonstram que sabem praticar o bom-jornalismo. Quando querem. Ou por necessidade. Ou por se tratar de um desembargador. Divulgam o fato como deveriam fazê-lo em quaisquer condições: tanto com respeito à vítima quanto ao acusado. Assim deve ser sempre. Independentemente do cargo, da profissão, de tudo. Pena que o aprendizado seja momentâneo. O bom-jornalismo deveria ser regra sempre.

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Disciplina da UnB pode ser censurada


Estarrecido! Estupefato! E com cheiro de censura no ar é que comento a notícia de que o “MEC vai acionar MPF contra a disciplina da UnB sobre o golpe de 2016”. O início da matéria dá o tom da reação do MEC: “O Ministério da Educação (MEC) vai acionar a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) para que seja apurada “improbidade administrativa” por parte dos responsáveis pela criação da disciplina na Universidade de Brasília (UnB) chamada “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. Embora tenha clareza a respeito do Golpe de 2016, ainda tinha dúvidas se estaríamos sob um regime de exceção, uma ditadura. O modo como o MEC se comporta em relação à disciplina na UnB, não deixa dúvidas. Quando até a autonomia didático-pedagógica da Universidade brasileira é contestada pelo poder central, só falta o próprio poder central assumir que as práticas da ditadura voltaram como força. E já começaram pelo MEC. Censura? Ao que parece, sim!

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Os tradicionais planos de ensino


Uma das marcas da dita educação moderna é a inovação. Falo dita educação moderna porque parece ser moderna, mas, no fundo, de moderna tem pouco. Principalmente, no início de tudo, na essência. E o que considero essência? O planejamento. Por mais que se tenha discursos inovadores e novos nomes sejam dados, ainda não se venceu nem a velha dúvida entre Plano de Curso, Plano de Ensino e Plano de Aula. Em geral, as universidades, por exemplo, juntam tudo em um monstro só. E dão o nome de Plano de Ensino ou Plano de Curso. Neste ponto, faço minhas provocações: ora, se não conseguimos inovar nem nos nomes e muito menos diferençar um do outro, como poderemos inovar nas práticas? Talvez, sejamos todos e todas, altamente tradicionais. No máximo, tradicionais reacionários e tradicionais moderados. Razão pela qual não conseguimos transformar a sala-de-aula em um espaço sedutor e atrativo para os estudantes.

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