sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Prisioneiros da burocracia mental

Entendo, submeto-me, mas, não compreendo a prisão burocrática na qual nos metemos nos órgãos públicos. E não é só para o público externo (coitado de quem precisar de algo no setor público). Ultimamente, por conta da minha redistribuição da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), ocorrida em setembro deste ano, fui obrigado a lidar com “pequenos entraves” burocráticos (para ser justo, muito bem resolvido em ambas as IES), porém, incompreensíveis para a minha já usada cabeça de 54 anos. Por exemplo: qual o motivo de me exigirem comprovante bancário, de residência e quetais se na minha pasta já constam todos estes documentos? Serei eu obrigado a provar que sou servidor da instituição que me paga religiosamente em dia todos os meses? Ao que parece, erguemos uma trincheira mental e dela não queremos nos libertar nunca.


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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A Língua Portuguesa que nos trai e atrai

Hoje, vi pichado em um muro, a frase: “dizem que o amor atrai”. Remexi no meu HD interno e descobri que se tratava de um trecho de “Samurai”, de Djavan: “[...] Crescei, luar/Pra iluminar as trevas/Fundas da paixão/Eu quis lutar/Contra o poder do amor/Caí nos pés do vencedor/Para ser o serviçal/De um samurai/Mas eu tô tão feliz! Dizem que o amor atrai”. Aí, passei a brincar com as palavras da frase. “Dizem que o amor a trai”. Muda completamente o entendimento da frase inteira. De atração, passa para traição. Agora, não é mais o amor que atrai, que provoca desejos, sensações. Mas, o amor de alguém, “que a trai”. Daí a ideia de compartilhar com leitores e leitoras esta percepção que só me ocorreu hoje, anos e anos depois de ouvir a música. Talvez o muro seja o contexto que mudou a lógica da minha interpretação.


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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Para desenvolver a consciência ecossistêmica

As formigas e a cocada. Esse também poderia ser o titulo desta postagem. E vocês, meus leitores e leitoras, irão me perguntar: mas, o que há entre formigas e epistemologia ecossistêmica? Tudo. Ou, quase tudo. Se não, vejamos. Hoje, pela manhã, ao iniciar meus trabalhos aqui no meu cantinho, vi que o espaço que considero “meu escritório” estava tomado por formigas. Minha reação imediata foi tentar esmagá-las. Ao desviar um pouco os olhos das formigas, percebi que havia deixado este pacote de “cocadas” pela metade:


Eis que me bateu a “consciência ecossistêmica”. Comecei a conversar comigo mesmo: quem trouxe esta cocada e a deixou aí dando sopa? Como penalizar formigas se elas vieram para cá atraídas pelo que você deixou aí, Gilson? Mudei as cocadas de lugar e já estou a dar cabo delas (as cocadas). As formigas já se foram.


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