quinta-feira, 19 de abril de 2018

A Ciência do mais do mesmo


Montamos, e nos orgulhamos, um sistema de Pós-graduação do “mais do mesmo”. E não é culpa de ninguém, mas, da própria estrutura que foi montada, baseada na autoridade do orientador e na “árvore” exigida pelas áreas. É bem simples de se entender: tudo tem de ser baseado em uma “pesquisa do orientador”. E ele só aceita orientar se for baseado no que pesquisa e “no que pode render algum artigo científico” em revista A1 e A2. Ora, num sistema destes renovar é pecado, quase uma heresia. Talvez isso explique o porquê de não termos nenhum Prêmio Nobel (claro existe o problema do modo de avaliar do próprio Prêmio). Nosso sistema é baseado na autoridade do orientador, não na “inventividade” dos projetos. Assim, nossa Ciência é natimorta. E o sistema inteiro forma para matar no nascedouro. Estamos mal, caminhando para péssimo, mas, soltamos fogos todos os dias pelo sistema que temos. Vá entender!

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Quando o atraso é a vanguarda


Mudar por mudar não é avançar! Parece mote de grupos que gritam pelas ruas quando realizam suas manifestações. Porém, é a mais pura verdade: mudar por mudar, no mais das vezes, significa retrocesso feroz. Já vi isso em países, estados, municípios, organizações e universidades. Mudam por mudar e depois quebram a cara. Aí, é preciso esperar quatro anos e estar atentos paras as manobras. Ou, se vai ser obrigado a esperar mais quatro anos. Assim funciona nas democracias. O problema é quanto a instituição faz a opção preferencial pelo atraso. Dê uma olhada! Verifique o que ocorre na sua universidade, por exemplo, e veja se não estão mudando para pior? Quando a Lei maior não funciona, os conselhos devem interpretá-la para melhorá-la. Ao que tudo indica, o Supremo Tribunal Federal (STF) fez isso com a Constituição. Em nome do “clamor popular”, entendeu que a condenação em segunda instância deveria ser aceita, muito embora seja radicalmente contra o que está escrito na Constituição. Quando o atraso é a vanguarda, as organizações perfilam-se em favor do atraso. Verifique se isso não acontece na sua organização!

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terça-feira, 17 de abril de 2018

Negra em medicina: razão do ódio ao PT


Negra, oriunda de escola pública e nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Aprovada em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFFRJ) pelo “Sistema de Seleção Unificada (Sisu) pela cota de estudantes de escola pública, autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo.” É contra histórias como estas que se posicionam o inominável candidato e seus seguidores. O ódio desta turma inteira em relação ao Partido dos Trabalhadores (PT) e a Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, vem daí. Beatriz Albino Servilha, de 19 anos, é só um exemplo de dedicação e competência que não teria resultado nenhum, não fossem as cotas. Ou, talvez, viesse a se tornar um daqueles casos excepcionais em um milhão. Enquanto negros cotistas ingressarem em Medicina e Direito, cursos considerados “deles por eles” o ódio permanecerá. Será doloroso, no entanto, se, mais na frente, ao conquistar o diploma, esta menina passe a empunhar uma bandeira verde-amarelo CBF e tente fechar as portas para os seus. Doloroso, mas, possível!

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