quinta-feira, 20 de julho de 2017

O amofinamento dos espaços coletivos

Em Educação, sem comprometimento, não há conquistas. Durante os meus 27 anos de atuação na Educação deste Estado, dos quais 24 anos só na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o que tenho visto é um amofinamento de todos os espaços coletivos de decisão. Em geral, pela falta de participação, portanto, de comprometimento, de representantes dos três segmentos. Posso citar inúmeros exemplos, mas, um deles, é lapidar. Em 2005, quando disputamos pela primeira vez a reitoria da UFAM, defendemos, no Conselho Universitário (Consuni), o voto universal. Perdemos a votação por três votos. Dos seis representantes dos estudantes, à época, cinco não estavam presentes em tão importante momento das discussões democráticas da Instituição. Venceu o voto paritário, que virou regra. Somos a cara do nosso comprometimento. E, depois, sempre passamos a chorar sobre o leite derramado. Na democracia representativa, quem cochila (por falta de comprometimento) perde o trem da história.


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quarta-feira, 19 de julho de 2017

A Administração Pública e a academia

Hoje, ao retornar ao meu local de trabalho, após quinze dias de férias, encontrei um colega professor. Ele entregava um memorando. Lembrei-me dos tempos de coordenação de curso, coordenação de programas de pós-graduações e comissões, nas quais somos obrigados a cumprir as funções administrativas em todos os níveis. O trabalho e a responsabilidade nestes cargos é inversamente proporcional ao que se recebe, financeiramente, para exercê-los. Pelo menos, assim o é nas universidades públicas, de reitor ou reitora ao menor nível comissionada. Afora, atividades administrativas nas quais somos obrigados a atual sem nenhum tipo de remuneração. Falamos tanto de precarização do trabalho, mas, no fundo, ao não valorizarmos o trabalho dos colegas que exercem funções administrativas, somos nós, também, que contribuímos para a precarização.


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terça-feira, 18 de julho de 2017

Questões pessoais e a Administração Pública

Há anos mantenho, coerentemente, a posição de que a capacidade administrativa das mulheres não pode ser avaliada em função de problemas pessoais ou familiares. Quando problemas, inclusive de alcova, são trazidos para os debates, a democracia descamba para golpes rasteiros indignos de quem deseja administrar uma organização ou um Estado. Desconfio, a priori, dos discursos moralistas. Ainda mais quando se dirige às mulheres. Pela moral vigente, devem ser “dedicadas ao marido”? Convenhamos, estamos no Século XXI e discursos destes não podem mais fazer parte de nenhum tipo de debate. Ou crescemos como seres humanos e como sociedade ou feneceremos diante das nossas próprias fraquezas. A administração pública deve ser muito maior


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