domingo, 16 de fevereiro de 2014

A credibilidade arranhada das universidades

Incomoda-me, e muito, a percepção de que, a cada dia, a "revolução" pregada nos vários níveis da educação brasileira é baseada em um descompasso, quase uma vala, entre o discurso e a prática. Virou chavão entre colegas de todos os setores a defesa da "universidade pública, gratuita e de qualidade". Aí me vem uma contradição que jamais consigo entender: comparecer ao local de trabalho e, no mínimo, ministrar aulas, bem como realizar as atividades administrativas, não seria a melhor forma de defender a universidade? Instalar a disciplina e desaparecer é um comportamento de quem defende a universidade, de quem tem compromisso com ela? Não cumprir a carga horária mínima de trabalho é defendê-la como o fazemos nos discursos? Se queremos uma universidade respeitada não é necessário que tenha credibilidade? E como conseguimos recuperar a credibilidade das universidades pública junto à comunidade? Vejo que uma saída básica e nos unirmos para prestar um serviço público que seja respeitado. E isso inclui uma carga horária mínima de presença em sala de aula e acompanhamento das atividades dos estudantes, bem como serviços de apoio prestados nos horários para os quais somos contratados. É o mínimo que a sociedade, composta pelos nossos acionistas, o povo, espera de nós. Quem topa o desafio!?


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